Mariana Moreira Baptista

Mariana Moreira Baptista

Mariana Moreira Baptista

Nasceu a de 3 dezembro de 1999, tem 18 anos é natural do Concelho de Lisboa, Freguesia de Santa Maria dos Olivais. Viveu em Massamá e, há cerca de 10, anos foi viver para Fernão Ferro, na margem sul.  Concluiu a instrução primária da EB1 junto à Base Naval do Alfeite. Guarda boas recordações da Escola e da sua Professora Sílvia Lucas que lhe teu a satisfação de estar presente no dia da imposição de insígnias no IPE e de apadrinhar a sua graduação como comandante de Batalhão!

Ingressou no instituto dos Pupilos do Exército em 2010 tendo-lhe sido atribuído o número 2. Nesse ano deu-se o inicio ao regresso das alunas ao IPE com o ingresso da Carina para o 10º ano e da Mariana para o 5º ano.

Como se deu o teu ingresso no IPE?

 Isso é uma história engraçada!

No dia do meu nascimento a 3 de dezembro de 1999 o meu pai, o Chefe Carlos Batista que presta serviço no Instituto há cerca de 25 anos, estava de serviço, pelo que teve que trocar com outro colega! Quando voltou a estar de serviço no dia 24 de Dezembro, véspera de Natal, viemos passar a consoada com ele e assim aconteceu o meu primeiro contacto com os Pupilos, quando ainda não tinha 1 mês de vida.

Depois, quando tinha férias escolares, era frequente ficar com o meu pai durante o dia, almoçava na 1ª seção e ia com ele de uma seção para a outra, ou seja, o meu contacto com o IPE começou logo desde que nasci!

Outro fator que também pesou muito no meu ingresso aqui nos Pupilos resultou do limitado leque de escolhas na escola onde estava colocada perto do Alfeite.

Após a instrução primária, comecei muito cedo a sentir interesse pelas áreas práticas, nunca senti grande inclinação para as atividades teóricas ou de administração, sempre gostei de mexer nas coisas!

O meu pai foi-me sempre cativando para o ajudar a construir, cortar, pintar, etc., desta forma, fui ganhando gosto pelas áreas da mecânica, eletricidade, e tudo em que tenha intervenção direta na execução.

Qual foi o teu sentimento quando soubeste que eras a nomeada para CB?

 Alguns alunos, principalmente os que entraram comigo em 2010, sempre manifestaram a sensação de que no nosso grupo poderia vir a sair o próximo Comandante de Batalhão e apontavam para dois candidatos, eu e outro aluno.

De inicio não acreditei, mas depois, por altura da última semana da escola de graduados, comecei a tomar consciência de que assim poderia vir a acontecer.

Cheguei a ter receio de não corresponder a tal responsabilidade, mas, com o apoio dos graduados e dos alunos com quem me dou mais, comecei a acreditar que as coisas iriam correr bem e que estaria à altura desta missão!

Passados estes dois meses, como expressas a experiência vivida até ao momento?

 Até agora tem corrido tudo bem, tirando algumas exceções, sinto que os meus colegas me apoiam, respeitam e acompanham.

Não tenho dificuldades resultantes das diferenças de idades dos alunos novos que ingressam para os anos mais avançados, no que diz respeito a possíveis diferenças de hábitos e culturas!

O espírito de camaradagem e cooperação dos mais antigos para com os mais novos é uma realidade bem evidente, principalmente em relação aos internos! Um relacionamento como o de um irmão mais velho com o mais novo!

Em suma, o ambiente é muito bom! A camaradagem e o respeito mutuo existem! Os acontecimentos menos bons que por vezes acontecem, não criam desanimo nem afetam a coesão existente!

Quais são as prioridades que te colocas ao longo do desempenho

A disciplina interna e o cumprimento dos horários!

Nesta altura é importante a preparação para as cerimónias militares. O tempo de que os graduados dispõem para esta preparação é na ICA (Instrução do Corpo de Alunos) à sexta feira e nas formaturas para o almoço.

Gostaríamos de ter mais tempo para nos prepararmos para as cerimónias de maior simbolismo como são as comemorações do aniversário!

O rigor que existe na disciplina em parada também se reflete na nossa vida, contribui para uma melhor organização e saúde mental!

O cumprimento dos horários torna-nos mais organizados e rentabiliza o tempo pessoal. É um ciclo que nos vai preparando para a vida e contribui muito para a nossa formação.

Neste capítulo a nossa missão é um pouco dificultada em virtude de a 4ª companhia estar na 2ª secção, mas, em termos de desempenho, sinto-me tranquila, pois as coisas estão a correr bem, dentro das expectativas!

Existem algumas pequenas dificuldades, que vamos ultrapassando! Ao fim ao cabo, se tudo fosse fácil perdia o seu jeito!

Projetos para o futuro após a conclusão do curso de manutenção industrial, na vertente de mecatrónica, no final deste ano letivo?

Penso que a minha área, mais virada para as engenharias, eletrónica, robótica e comutação é abrangente e abre boas perspetivas para o futuro.

Estou a ponderar a carreira militar e para isso tenho procurado informação, a nível de cursos, mais ou menos dentro da minha área, nas academias que tenho visitado e, nesta altura em que estou em estágio, ainda me falta visitar duas delas.

Também gosto muito da área da aeronáutica, pensei num dos protocolos que temos com a Seven air, em Tires ou até enveredar pelo IST.

Estou a abrir o meu leque de escolhas por forma a ter mais hipóteses e conhecer melhor as alternativas que me possam surgir!

Agora, ao chegarmos ao fim desta interessante conversa, quero endereçar-te o convite para escreveres para os próximos dois números do Boletim a sair em Abril e Julho de 2018, um apontamento sobre esta tua atividade. E também um texto de um aluno. Pode ser?

Sim! Fica combinado! Acho o convite interessante e aceito!

Muito obrigado Mariana e os votos da APE de sucesso e felicidade na tua carreira

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