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rio uma estatura maior do que realmente se tem. O
penacho da nossa barretina tem uma função seme-
lhante. Hoje, como sistema emblemático destina-se
muitas vezes a contar a parte de “história” que não
foi contada no escudo. Como exemplo temos as ar-
mas do Batalhão do Serviço de Saúde: a hera (do
escudo) que, eternamente verde se fixa até morrer
no local onde lançou as primeiras raízes, é símbolo
de persistência e dedicação permanentes; o são-
-bernardo (em timbre) um cão que os monges agos-
tinhos utilizam há mais de 1000 anos para procurar e
socorrer os viajantes perdidos nos Alpes é o socor-
rista por excelência.
Armas do Batalhão do Serviço de Saúde
Divisa e grito de guerra são duas expressões que
se inscrevem em listéis, o primeiro, sotoposto ao es-
cudo, em consonância com a missão da entidade; o
segundo, facultativo, é um incitamento carismático
numa fase decisiva do combate.
Armas do Marquês de Pombal
Outros elementos exteriores definem a posição hie-
rárquica dos utilizadores daquelas armas: a coroa
real é fechada por oito diademas, cinco aparentes.
As outras coroas nobiliárquicas (devem designar-se
por coronéis para se ser mais preciso) são as de du-
que com cinco florões de ouro, marquês com três
florões de ouro intervalados por dois grupos de três
pérolas cada; conde, com nove pedúnculos cada um
rematado por uma pérola; visconde com cinco pe-
dúnculos de tamanhos diferentes, cada um remata-
do por uma pérola e barão, com um simples aro que
pode ser ornamentado com um colar de pérolas.
Na heráldica dos dignitários da Igreja temos chapéus
eclesiásticos dos quais saem, de cada lado do escu-
do, cordões com três, seis, dez ou quinze nós, para
abades, bispos, arcebispos, cardeais e patriarcas.
Abades, cor negra; bispos, arcebispos, e patriarcas,
cor verde e; cardeais, cor vermelha.
Armas de D. José da Cruz Policarpo, Cardeal-Patriarca
de Lisboa (fevereiro de 2001 a maio de 2013)
Na Heráldica Autárquica também existe um sistema
codificado de coroas murais que podem ser de ouro
com cinco torres (exclusiva da capital) ou de prata
com cinco, quatro ou três torres, respetivamente
para cidades, vilas e freguesias.
Vejamos um bom exemplo: cidade do Porto
Armas da cidade do Porto
Em 26-04-1919, a cidade do Porto, foi condecorada
com o Grau de “Oficial da Ordem da Torre e Espada
do Valor, Lealdade e Mérito”.

