Page 19 - Boletim APE N.º 279
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Antes de concluir, queria sublinhar o seguinte: Qual-
quer pessoa pode ter as suas próprias armas desde
que não sejam uma usurpação de armas anteriores
e que não tenham elementos que não lhes perten-
çam (coronéis nobiliárquicos ou chapéus com nós
das categorias eclesiásticas, por exemplo). São as
chamadas armas assumidas. Não dependem de
qualquer concessão.
Vejamos as minhas:
Armas assumidas de JMPS
OS NÚMEROS DOS ALUNOS
NO INSTITUTO
Nos Pupilos do Exército, nos anos 70 do século pas-
sado, quando fui seu aluno interno, tentávamos sim-
plificar tudo, e os números dos alunos, na sua maio-
ria, eram verbalizados de forma reduzida.
Até ao 130 (cento e trinta), dizíamo-los normalmen-
te, mas a partir daí entrávamos num esquema de
poupança de linguagem.
Dizíamo-los de forma que não houvesse confusão
entre números. Este método tinha a grande van-
tagem de, quando se liam listagens de alunos, ser
15 quinze 115 cento e quinze 21 vinte e um 121 cento e vinte e um 30 trinta 130 cento e trinta 33 trinta e três 133 um três três 39 trinta e nove 139 um três nove 50 cinquenta 150 cento e cinquenta 62 sessenta e dois 162 um seis dois 70 setenta 170 cento e setenta 81 oitenta e um 181 um oito um 90 noventa 190 cento e noventa 94 noventa e quatro 194 um nove quatro 99 noventa e nove 199 um nove nove BOLETIM 279
OUTUBRO A DEZEMBRO DE 2025
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Escudo partido: I – de prata, um leão de púrpura,
armado e lampassado de vermelho (Silva); II – de
ouro, uma faixa de vermelho, acompanhada de três
lobos de púrpura, armados e lampassados de ver-
melho (Pedroso, simplificado); chefe – de azul, três
vieiras de prata; Virol: de prata e de púrpura; Tim-
bre: uma águia de prata, segurando no bico um He-
xaplex trunculus de púrpura; Simbologia: as armas
do partido referem-se, respetivamente, aos ramos
paterno e materno dos meus progenitores; o che-
fe remete-nos para uma das minhas paixões – a da
Malacologia; a águia tem um duplo significado: vivi a
minha infância na Base Aérea da Ota e, mais tarde,
já em Moçambique, tirei o “brevê” no Aeroclube de
Nampula; o Hexaplex trunculus de púrpura – o mu-
rex que foi matéria-prima para a indústria de tintura-
ria que os fenícios produziram e transportaram por
todo o Mare Nostrum afirma
o meu respeito pela cultura
mediterrânica.
Conseguir meter 900 anos de
História Heráldica, em duas
páginas e meia do Boletim da
APE, é tarefa tão difícil como
a que está descrita na lenda
de Santo Agostinho: meter o
mundo infinito de Deus na
mente limitada dos homens.
Pedroso da Silva
(AA/BH 19570414)
mais fácil dizer os números de forma abreviada do
que na sua extensão completa.
Havia algumas exceções à regra, em função das ca-
racterísticas particulares do
aluno, da sua proveniência
geográfica, da herança que
um determinado número tra-
zia de anos anteriores, entre
outros fatores, mas não eram
na realidade muitos os casos
de exceção.
O esquema era fácil e deixo
aqui alguns exemplos:
António
Teixeira Mota
(AA 19720021)
215 dois quinze 315 três quinze
221 dois vinte e um 321 três vinte e um
230 dois trinta 330 três trinta
233 dois três três 333 três três três
239 dois três nove 339 três três nove
250 dois cinquenta 350 três cinquenta
262 dois seis dois 362 três seis dois
270 dois setenta 370 três setenta
281 dois oito um 381 três oito um
290 dois noventa 390 três noventa
294 dois nove quatro 394 três nove quatro
299 dois nove nove 399 três nove nove

