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BOLETIM 279
OUTUBRO A DEZEMBRO DE 2025
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MÚSICA E DANÇA NA PRAIA
DOS PESCADORES (ERICEIRA)
Luís Miguel Xarez Rodrigues
(AA 19700057)
No passado dia 27 de setembro, realizou-se um es-
petáculo “Perto do Mar”, com coreografias criativas
e movimentos dançados, num cenário natural único.
Coreografia e direção artística de Luís Xarez, o espe-
táculo trouxe performances de músicas conhecidas
do público, como “Summertime” de Louis Arms-
trong e Ella Fitzgerald, sucessos de Caetano Veloso
e José Afonso, clássicos de Bach e Debussy, ou até
música jazz.
Este espetáculo integra a candidatura à Rede de
Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP), contem-
plada na ação “Programação Cultural RTCP”.
ENCONTRO DE PILÕES
Por ocasião do 49.º aniversário da Direção de Trans-
portes da Marinha, houve oportunidade de juntar
na celebração alguns antigos alunos dos Pupilos do
Exército, que seguiram a Carreira das Armas.
Da esquerda para a direita:
Carlos Resende da Silva (AA 19820479); António
Coelho dos Santos (AA 19800394); António Costa
Frescata (AA 19850153); Carlos Rodrigues Marques
(AA 19780279) e Pedro Aires de Castro (AA 19810018).
INTERVENÇÃO CÍVICA
JOÃO BARBOSA
(AA 19690071)
Está no terceiro manda-
to como Presidente do
Conselho Fiscal da Real
Associação de Bombei-
ros de Vizela.
Como iniciaste a atividade cívica?
A minha atividade cívica teve uma evolução na-
tural baseada nos pilares da minha vida. Cresci
como filho de um Chefe de Posto da GNR, o
que me deu, desde cedo, uma noção muito cla-
ra do serviço público e da importância de zelar
pela comunidade.
A vida no Pilão foi um estímulo?
Foi muito mais do que um estímulo, foi uma es-
trutura fundamental. Frequentar os Pupilos do
Exército durante 12 anos, 4 deles como gradua-
do, moldou tudo. Deu-me o rigor, a disciplina, a
capacidade de gestão sob pressão e uma noção
inabalável de hierarquia e responsabilidade.
A nossa sociedade civil é fraca?
A sociedade civil não é fraca. Quando olhamos
para a resiliência das nossas associações ve-
mos uma força tremenda e um profundo senti-
do de pertença.
No entanto, há uma fragilidade na participação
ativa. Muitas pessoas esperam que os proble-
mas sejam resolvidos por terceiros. O papel de
todos os que estão nestas instituições, é mos-
trar que a participação no associativismo é a
verdadeira forma de fortalecer a democracia
local e garantir que as instituições que servem
o povo continuam a florescer.
O que se deve fazer para ter mais parti-
cipação cívica dos cidadãos?
Investir na formação do cidadão é um passo
essencial. Integrar e fortalecer a educação cí-
vica nas escolas, para desenvolver o senso de
comunidade e a compreensão dos direitos e
deveres dos cidadãos.
Um maior nível de educação está associado a
uma maior probabilidade de participação em
organizações cívicas. Promover ativamente o
voluntariado e o associativismo, já que reduzi-
das taxas nestas áreas podem indicar uma par-
ticipação cívica geral mais baixa, assim como
fortalecer a confiança nas pessoas e nas insti-
tuições é um fator relevante.




















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